''Um adendo por favor, seres lindos que leem meu blog!
Preciso que entendam, se possível for, uma coisinha (básica), não escrevo textos pondo EU ali, ou então relatando minhas singelas emoções/vivencias/sentimentos... Para isso existem diários e cartinhas, como na pré adolescência. Então, please! São apenas palavras que surgem e acabam encaixando-se, e logo tornam-se uma escrita, uma frase, um texto (legal ou não)
Só queria dizer...''


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E uma pontinha e outra

Na mesa de um bar qualquer, mesmo parecendo um tanto vulgar, continuava lendo Lispector, bebendo um whisky barato, sem gelo e sem sabor!
Afogada na fumaça alheia e tudo bem, tanto faz...
Seguia com Lispector e uma pontinha e outra de Martha e Apoena.
Por fim, nada e nenhuma me decifrava, e eu então me embriagava um tanto em cada uma até sair de lá, entorpecida de eus e meus, de seus e ateus!
Ouvia entre uma página e outra, conversas perdidas de pessoas que esperavam a vida aparecer no telejornal, acontecer nas telenovelas e ela, ela passando lá fora...
Ninguém se importava, ninguém de fato a sentia, olhos vidrados no colarinho branco do rapaz ao lado, uma mancha de batom vermelho, com a moça que a ele acompanhava, delicada, vergonhosa, de batom cor de rosa... Tudo bem, tanto faz!
E você nem se importava, sequer perguntava, e eu ali, quase muda continuava!
E quem diria, que um dia a gente iria chegar ao fim? Que seria assim? Ninguém seria capaz de adivinhar, ninguém foi capaz de evitar.
Engenheiros no radinho a pilha esquecido no balcão...

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