''Um adendo por favor, seres lindos que leem meu blog!
Preciso que entendam, se possível for, uma coisinha (básica), não escrevo textos pondo EU ali, ou então relatando minhas singelas emoções/vivencias/sentimentos... Para isso existem diários e cartinhas, como na pré adolescência. Então, please! São apenas palavras que surgem e acabam encaixando-se, e logo tornam-se uma escrita, uma frase, um texto (legal ou não)
Só queria dizer...''


terça-feira, 25 de junho de 2013

Rosa flor!

E de dois fizemos três, amor meu...
E foi bom, foi quisto e desejado!
A rosa flor desabrochou, veio toda sorridente, numa alegria sem igual.
Menina levada, de pele rosada, passinhos indiscretos e atitudes alarmadas...
Menina carinhosa, cheia de graça, pedindo afago e dando carinho!
Tem cheirinho gostoso, um jeitinho dengoso quando tenta convencer.. Tem pressa de tudo, não espera nada, tem ânsia do mundo!
Seguro-te a mão, até quando tu assim desejares, pois sei bem, um dia vais querer soltar e se por a voar... E vai, vai quando achar que é hora, e virás, mas também retornaras e por ti menina linda, dos olhos de mel, estaremos a esperar...
Menina amada, tão pouco safada, sabe se impor!
Filha querida, seja como for, tu és nosso grande amor!


Fabíola F. Silveira

Sem sentido

Dói, esmaga, tortura...
As lágrimas que deveriam cair, se privam disso, não me aliviando esta dor. Sangra, rasga-me o peito e me leva a uma loucura exorbitante até que perco o sentido. E já o que eu vejo, não é mais aquilo que deveria ver...
A luz some, o silencio chega, o vazio toma conta de quem não tem mais forças e não consegue gritar, pedir socorro, então continua vivendo e convivendo com toda esta agonia solitária, jamais compartilhada, que destaca um lindo sorriso para aqueles que ousam lhe reparar...


Fabíola F. Silveira

A culpa é sua

Se não lhe agrada este meu jeito de cair, desajeitadamente ao chão, se não lhe agrada meus risos bobos que solto em qualquer ocasião.
Se incomoda meus pés descalços na grama macia, na areia fofa ou na calçada áspera, se incomoda quando me lanço ao mar, ainda vestida, te olhando, só pra te sacanear...
Se você não gosta deste jeito indiscreto que eu tenho de dizer o que penso e sentir o que tenho vontade...
Se você não consegue sentir o cheiro que tem no ar, quando amanhece e você sabe, isso me endoidece...
Se você não sabe, se você não vê, não sente, não gosta...
A culpa não é minha, a culpa é sua, então a leve contigo para bem longe de mim.
Pois meu bem, eu amo ser assim!

Fabíola F. Silveira

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eu vi

 Vi quando seus olhos outros olhos olhavam
Quando seu sorriso para outrem soltava
Vi quando sua mão outra mão tocava
E quando seu coração por outro coração batia
Vi seu corpo que em outro encostava
E sua vontade que outra vontade sentia
Vi quando seu sonho em outro sonho estava
E sua lágrima que por outra lágrima rolava
Senti aquela dor que lhe atormentava
E os seus passos, quando você voltava...


 Fabíola F. Silveira









Estou bem assim

Não sirvo de exemplo, a perfeição sequer passa perto do meu ser.
Não quero seguir regras impostas, nem soltar risos forçados, não quero tocar em nada que não me atraia de fato nem sentir presenças que não me agradem o suficiente.
Nunca fui santa, pra isso louvem a Madre Tereza de Caucutá!
Meus rastros devem ser ignorados e minha conversa fiada esquecida. Não nasci pra ser politicamente correta, e sinceramente, pessoas assim ou me assustam ou me irritam!
Não tenho saco que aguente regras ordenadamente impostas, eu faço o meu jogo e eu viro a mesa quando me convém. Não imploro aprovações e nem preciso daquelas companhias falhas, falsas e inescrupulosas. Que se dane as boas maneiras da sociedade, estou bem assim, na minha rebeldia constante, no meu mundinho que de pequeno nada tem!

Fabíola F. Silveira 

Nem nos atrormentar

Não vamos nos roubar nem nos apressar, podemos nos doar e pode ser assim, devagar... Não tenhamos pressa, esqueça seu relógio em um canto qualquer, desligue seu telefone esqueça sua rotina.
Vou abalar a sua mente, vou mexer no seu subconsciente e te fazer diferente de tudo que já foi um dia.
Nada posso te prometer, então meu bem, esqueça qualquer cobrança. O tempo vai dizer (ou não) e a gente vai saber (ou não).
Pode ser que caminhos diversos venham fazer parte do depois, e tudo ficará a mercê de um momento qualquer.
Nada quero de concreto, ou que não me pertença, exijo apenas companhia afago e harmonia. Cumplicidade constante.
Eu vou cobrar sorrisos, olhares, gestos e atitudes . Sou dengosa, manhosa e tinhosa. Mas sou madura, segura e confiante.
Não vamos nos atropelar, nem nos atormentar, um pássaro livre tende a voar feliz e volta sempre quando quer. Quando se sente bem e sabe quando acha o seu ninho, tão procurado ninho.

Fabíola F. Silveira 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sempre volta

Boba que sou, com meus sorrisos tímidos e meus passos lentos.
Sou a toa, com minhas vontades insanas e minhas palavras soltas, jogadas ao vento.
Eu posso estar calada, mas sei bem tudo o que digo, posso estar fechada mas sei muito de tudo o que sinto.
Acho que isso não é solidão, tão pouco companhia, é algo que não se define nem se reprime, solta-se, deixa-se ir, e se vai... Mas volta, sempre volta!
Eu hoje não quero nada, um cigarro talvez, pego meu copo meio vazio e sigo refletindo os dias e as noites vividas e vivenciadas.

 Fabíola F. Silveira

Face a face

Eu não pedi por sua atenção e tão pouco implorei os seus olhares.
Quiseste fazer parte de um mundo muito particular, que é só meu e de mais ninguém... Não peça tanto, não queria demais!
Sigo por estradas que só eu sei onde podem levar, não faço questão de companhia uma vez que me sou suficiente.
A brisa que suavemente acaricia meu rosto, me roubando um singelo sorriso alimenta todo meu ego, posso sentir o vento tocar minha mão e me guiar por caminhos meus. É como se fosse cortejada pelo cheiro da grama molhada, peculiarmente única e despojada.
Sons indecifráveis que ouço jamais conseguirei explicar, e é como se mais nada me faltasse. Então meu bem, não me queira face a face. Não há esta disponibilidade!


Fabíola F. Silveira 

domingo, 16 de junho de 2013

Jogo

Você faz charme e eu nem me importo.
Você delira quando acha que dou atenção as suas manhas e manias
Não me incomodo com bobagens e coisas poucas, eu não quero aquilo que não me alimente a alma.
Não perde este seu jeito sem graça de fazer pirraça, e eu não me prendo ao seu desejo de me deixar sem graça.
Quando acha que quem ganha neste jogo é você, então é justo aí que você se perde, pois querido, eu não jogo seu joguinho sonso, eu não vivo sua vida mansa e nem desejo seu afago bobo.
Sou além do que podes sentir e muito mais do que consegue imaginar. Não tenho nada pré definido, não sou moldada e muito menos educada.
Vivo a medida dos meus desejos e o que eles podem me dar, só me rendo ao concreto e aquilo que me acabe com a solidão.
Não posso lhe oferecer nada além de um minuto, ou alguns deles.
Depois retomo meu caminho... Sorrindo feito boba, sem pensar em nada. Eu não quero nada, só quero tudo, e tudo meu bem, você não pode dar.

 Fabíola F. Silveira 


sábado, 15 de junho de 2013

Voe



Esqueça as palavras ditas, as atitudes tomadas e os conceitos pré-definidos. Esqueça o aprendizado forçado, as questões impostas e supostas. Não pense no que já foi dito e permitido, no que lhe foi proibido e roubado, tomado... Arrancado!
Saia do casulo, voe para a vida, deseje a liberdade e não pense na saudade, a vida passa e não espera, ela é sua e de mais ninguém.
Leve na bagagem somente o necessário, esqueça os talvez e os porquês, os medos e os anseios... Eles pesam!
Viaje no seu tempo, não olhe no relógio nem siga o calendário. Aprecie a paisagem, sinta os perfumes, os sabores e os amores.
A viajem já começou, não espere que ela chegue ao seu fim para tentar compreende-la, e não espere que ela seja perfeita, não busque aquilo que não existe, mas que te fazem pensar existir.
Guie-se pela sua alma, sua essência! Não espere aplausos, não espere sorrisos sinceros de pessoas tão suas(?)
Voe... Tire os pés do chão, deixe-se ser, deixe-se viver!
E o que vier é lucro.

Fabíola F. Silveira  
 

Acontece

Eu me desnudo... Fico muda, fico boba, fico sua!
Cada toque seu, um arrepio meu! Eu sinto seu cheiro, seu calor e seu tremor.
São corpos que se encontram e se atraem, se unem e desejam, são atos e fatos que se constatam, se entrelaçam e se fazem único.
É quando nada mais falta e nada sobra, simplismente tudo se encaixa, eu desejo seu desejo, e o que tenho é seu desespero árduo em fazer acontecer. E acontece, e enlouquece, e tudo se acalma... Não há testemunhas, nem conceitos, não há palavras.
Ficam atitudes suores e sabores.


 Fabíola F. Silveira

sexta-feira, 14 de junho de 2013

E justo a mim, coube ser eu!

Eu sou perfeita na minha imperfeição, sou barulhenta no meu silêncio e muito organizada em toda esta minha desorganização.
Sou dia, sou noite, sol e luar!
Sigo minhas regras desordenadas, meus propósitos abandonados,
e não sinto a menor vontade de agradar alguém se eu achar que ela não merece, sendo assim, acaricio sua face!
O coração grita, os lábios sorriem e o contrário disso tudo também vive em mim.
Doida, santa, sou âncora, sou assas...
E justo a mim, coube ser eu.


Fabíola F. Silveira




Alice e a lagarta

A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.
"Quem é você?", perguntou a Lagarta.
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: "Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
"O que você quer dizer com isso?", perguntou a Lagarta severamente. "Explique-se!"
"Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora", respondeu Alice, "porque eu não sou eu mesma, vê?"
"Eu não vejo", retomou a Lagarta.
"Eu receio que não posso colocar isso mais claramente", Alice replicou bem polidamente, "porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso."
"Não é", discordou a Lagarta.
"Bem, talvez você não ache isso ainda", Alice afirmou, "mas quando você transformar-se em uma crisálida - você irá algum dia, sabe - e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?"
"Nem um pouco", disse a Lagarta.
"Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes", finalizou Alice, "tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.
"Você!", disse a Lagarta desdenhosamente. "Quem é você?"
O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e , empertigando-se, disse bem gravemente:"Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro."
"Por quê?", perguntou a Lagarta.
Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.
"Volte", a Lagarta chamou por ela. "Eu tenho algo importante para dizer!"
Isso soava promissor, certamente. Alice virou-se e voltou.
"Mantenha a calma", disse a Lagarta.
"Isso é tudo?", retrucou Alice,engolindo sua raiva o quanto pôde.
"Não", respondeu a Lagarta.
Alice pensou que poderia muito bem esperar, já que não tinha nada para fazer, e talvez no fim das contas ela poderia dizer algo que valesse a pena. Por alguns minutos a Lagarta soltou baforadas do seu cachimbo sem falar; afinal, ela descruzou os braços, tirou o narguilé da boca novamente e disse: "Então você acha que mudou, não é?"
"Temo que sim, Senhora", respondeu Alice. "Não consigo lembrar das coisas como antes - e não mantenho o mesmo tamanho nem por dez muinutos!"


Por: Carroll



Quem roubou nossa coragem?

Sinceramente, me falta estômago para digerir/aceitar esta coisa
de há, deixa pra lá!
Não! Não deixa nada pra lá!
Essa mania de pacifismo, de que tudo se da um jeitinho, de deixar quieto... Não deixa quieto não!
Extrapola, extravasa, reclama, luta, briga, xinga, chuta o pau da barraca, mas não engole lixo de esgoto que te jogam dizendo que é
cultura, porque não é, é alienação.
Chega de achar que quando tu és enganado, ta tudo bem, você acha outro jeito, outra maneira...
As pessoas tem que aprender que elas NÃO precisam ser pisoteadas para serem aceitas, pessoas pisoteadas são pessoas que ou se ferem ou morrem, e quem sobrevive é quem as pissoteia!
Então, te levanta e luta pelos seus direitos, sejam quais forem, não importa a sua dimensão, nem o que possa representar a outrem, ele só importa a você!
Isso é viver, isso é crescer, isso é ser...Humano!


Fabíola F. Silveira


''já diria Renato Russo: Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo... ''

terça-feira, 11 de junho de 2013

Argumentando a existencia

Ora, quem nunca teve uma crise de existencialismo?
Crises existenciais são fundamentais para provar que você, ao menos se auto questiona, e questionar-se é fundamental.
Questiono-me quase que diariamente, se isso, se aquilo... Creio viver em constante mutação, se não esta bom, muda! E assim segue-se a vida rotineira por caminhos diferentes.
E aqui entro em questionamento entre diferente e rotineira...


Fabíola F. Silveira 

Pausa para feminices!

Fiquei in love com esta sombra!


Quase muda

Foi quase sem querer, foi quase sem ser...
Mas aconteceu e nem pude perceber!
Era noite e eu nem sabia, ou talvez eu não queria
Mas talvez durante o dia, sobreviveria...
E sobrevivendo eu vou, até onde puder ir
Leve, e quase muda.
Estrada que vejo, na sombra que se forma... Companhia!
Minha própria companhia, minha solidão, meu eu!
Era noite e eu nem sabia.


Fabíola F. Silveira