''Um adendo por favor, seres lindos que leem meu blog!
Preciso que entendam, se possível for, uma coisinha (básica), não escrevo textos pondo EU ali, ou então relatando minhas singelas emoções/vivencias/sentimentos... Para isso existem diários e cartinhas, como na pré adolescência. Então, please! São apenas palavras que surgem e acabam encaixando-se, e logo tornam-se uma escrita, uma frase, um texto (legal ou não)
Só queria dizer...''


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Por um triz

E ela desabou, se pois a chorar, chorou por tudo que foram, por tudo que não conseguiram ser, pelo que se perdeu e por terem se perdido. Pelo que queriam que fosse e não foi... Pela renúncia!
Chorou pela guerra cotidiana e tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa.
Por nunca ter-lhe confessado abertamente todo o amor, amor este que se via claramente estampado em seu olhar, e naquele sorriso bobo...
Pensava no momento que existiu, por um triz, talvez tenha sido apenas um dia ou uma semana, em que a coisa realmente parecia que daria certo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E uma pontinha e outra

Na mesa de um bar qualquer, mesmo parecendo um tanto vulgar, continuava lendo Lispector, bebendo um whisky barato, sem gelo e sem sabor!
Afogada na fumaça alheia e tudo bem, tanto faz...
Seguia com Lispector e uma pontinha e outra de Martha e Apoena.
Por fim, nada e nenhuma me decifrava, e eu então me embriagava um tanto em cada uma até sair de lá, entorpecida de eus e meus, de seus e ateus!
Ouvia entre uma página e outra, conversas perdidas de pessoas que esperavam a vida aparecer no telejornal, acontecer nas telenovelas e ela, ela passando lá fora...
Ninguém se importava, ninguém de fato a sentia, olhos vidrados no colarinho branco do rapaz ao lado, uma mancha de batom vermelho, com a moça que a ele acompanhava, delicada, vergonhosa, de batom cor de rosa... Tudo bem, tanto faz!
E você nem se importava, sequer perguntava, e eu ali, quase muda continuava!
E quem diria, que um dia a gente iria chegar ao fim? Que seria assim? Ninguém seria capaz de adivinhar, ninguém foi capaz de evitar.
Engenheiros no radinho a pilha esquecido no balcão...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Misterio

Urgências me consomem e corroem o tempo todo, mas não saberia começar o dia sem minha xícara de café, como de costume, que bebo calmamente repondo a cafeína necessária para que eu possa começar o dia! Sim, cafeína, das ínas, acho que a menos imponente, não?   Já tem sol lá fora Mas ainda venta gelado, e faz frio aqui, falta calor...
Há momentos na vida que largar tudo e mandar as favas seria um ato de liberté, mas nem sempre la liberté é sinonimo de paix chérie!
Estou meio meio Édith Piaf hoje, ouvindo Ne Me Quitte Pas, porém Il faut oublier, Tout peut s'oublier... Misturada com um tantinho de Lispector! Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.
E assim sou, mistura e misturinhas, mas nunca deixando de lado meu extinto capricorniano tipicamente teimoso e perseverante, de sorriso doce e personalidade forte, de apegos imensuráveis e esquecimentos repentinos! Mulher, apenas mulher!
Doce, quente, sorridente e ardente!
Um fato constante do ser mais profundo e indecifrável que já houve neste mundo.
Mulher, que não precisa ser amada, basta se amar...
Que não precisa de nada, basta um olhar!
São apenas Des mots insensés que tu comprendras!


sábado, 17 de agosto de 2013

A menina do balanço

Não era, nunca foi minha intenção, mas aconteceu!
Eu relutei, eu juro! Foi um não querer mais que bem querer, por fim tornou-se parte de mim, sem pedir licença, invadiu-me e me tomou pra si!
Oras, mas que ousadia a sua, eu brincava de balanço, eu corria atrás das borboletas... Só não queria amar! E nesse não querer, entreguei-me, e descobri que balanços vão e vem, e que borboletas há em toda parte, mas o amor, único e explosivo, só existe em nós dois...
E que os mesmos ventos que dão rumo as borboletas e movimento ao balanço, lhe tragam até mim, pra mim, por mim... Por fim e sem fim!


sábado, 27 de julho de 2013

Mágoas

Sou tão envolvida em meus erros quanto em meus acertos.
Os tenho, um ao outro, não saberia apenas errar ou apenas acertar, eu gosto do balanço, da mistura, do improvável que pode surgir, adrenalina...
Erro muito, erro todo dia pra ser sincera, mas acerto também, e durmo com a cabeça tranquila, alma serena e riso besta no rosto, de quem fez o que devia ter feito, mesmo quando errou, errando eu acerto! Assim eu sou.
Não faço mal há ninguém, ninguém mesmo, mas talvez magoe algumas pessoas sem querer, mas sou magoada também, diversas vezes, ninguém é perfeito e não posso cobrar aquilo que não posso ser!
Inevitavelmente magoamos e somos magoados, mas isso não é o fim, isso apenas faz parte, aprender a aceitar o particular de cada um, faz pensar que, de repente não existem mágoas...
Existem apenas diferenças, e aceitá-las é no mínimo essencial!
Paz é quando a pessoa SE perdoa (:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

...

Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas.

Dedos/poros/leves...

O arrepio é quando,
por serem tão leves,
seus dedos conseguem,
em cada um dos meus poros:
soerguer uma flor.

domingo, 21 de julho de 2013

O que nos mantém

Eu gosto do modo como você me interpreta, do jeito como me descobre escondida dentro do meu próprio eu!
Gosto de como segura minhas mãos e de como desenha meu corpo quando as passa por ele.
Posso sentir como você gosta quando pode me tocar e sei que você gosta de quando consegue me beijar.
Não é questão de dever, nem mesmo poder... É só um deixar acontecer, um bem, um querer...
Não importa se deveria ou poderia, a gente ama e é feliz assim.
Você me decifra e eu te codifico, nesta a gente se entrega, e se revela e se mantém, até onde se pode ir, até além!
Amamos, e isso é tudo.
O tempo a gente deixa de lado, não importa o quanto já se viveu ou vai viver, tempo é particular de cada um, peculiar é o modo como o interpretamos, ele pode ser demais ou de menos, pra mim, ele está na medida certa. Porque o vejo hoje, e eu gosto do que vejo agora.
Você me tem nas mãos, mas eu posso correr mesmo assim, se eu quiser, se eu dever. Eu o tenho em mim, mas você pode partir se preferir, e então não há correntes nem apegos. Deixamos existir apenas o bom senso do amar, do saber amar. Você me cativa e eu te conquisto, a gente se olha, é tão bobo nosso riso, por fim acho que isso é o que nos mantém. E nos faz bem.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Oublier le temps

Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi

Viva

Então segue,vai firme em seus propósitos, lute... Ganhe e perca! Faz parte, você sabe.
A vida é um jogo onde no final seremos todos guardados na mesma caixa... Reis e peões!
O que vale é viver, ser feliz, saber sorrir, saber voar e saber voltar!
Você pode desabar, caia ao chão... Mas não permaneça lá, levante-se e recomece, todo dia é uma nova página, uma nova oportunidade... Apenas faça acontecer!
Sorria feito bobo, brinque como criança, peça ajuda como idoso, dance como jovem, pire como adolescente! Seja tudo em você ao mesmo tempo, não separe nem divida vida por categorias, viva-as, todas! Sem medo, sem receio... Viva!

Carpe Diem!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Bom dia

Hoje acordei meio boba, insana, inábil talvez...
Bom? Ótimo!
Por deveras torna-se obrigatório jogar desleixadamente ao chão os pesos e obrigatoriedades da vida!
E não há motivo pra voltar...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

É assim

Chega um dado momento em nossas vidas que ser feliz precisa deixar de ser opção e virar realidade!
Só de pende de nós, eu e você!
Largar medos bobos de pensar diferente, ás vezes descobrimos que pensar igual acaba nos enterrando no contrário.
Não preciso/quero ouvir respostas bobas quando a pergunta for séria e nem repsostas sérias quando a pergunta for boba!
Ao mesmo mesmo quero o contrário disso tudo, sem parar para pensar... Pensar muito estraga o momento feliz que se poderia vivenciar com o tempo que perdeste pensando.
A cabeça pode sim ficar nas nuvens, mas os pés... Ah! estes devem permanecer no chão!
Aprendi a esquecer tudo que já passou, e se me perguntam, digo apenas que não vivo mais lá!
Meu mundo encontra-se indisponível para bondade alheia, agora serei boa comigo mesma, e só!
Em momentos pareço um tanto triste, mas acredite, é só cansaço...
E nem ouse questionar o óbvio!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Rosa flor!

E de dois fizemos três, amor meu...
E foi bom, foi quisto e desejado!
A rosa flor desabrochou, veio toda sorridente, numa alegria sem igual.
Menina levada, de pele rosada, passinhos indiscretos e atitudes alarmadas...
Menina carinhosa, cheia de graça, pedindo afago e dando carinho!
Tem cheirinho gostoso, um jeitinho dengoso quando tenta convencer.. Tem pressa de tudo, não espera nada, tem ânsia do mundo!
Seguro-te a mão, até quando tu assim desejares, pois sei bem, um dia vais querer soltar e se por a voar... E vai, vai quando achar que é hora, e virás, mas também retornaras e por ti menina linda, dos olhos de mel, estaremos a esperar...
Menina amada, tão pouco safada, sabe se impor!
Filha querida, seja como for, tu és nosso grande amor!


Fabíola F. Silveira

Sem sentido

Dói, esmaga, tortura...
As lágrimas que deveriam cair, se privam disso, não me aliviando esta dor. Sangra, rasga-me o peito e me leva a uma loucura exorbitante até que perco o sentido. E já o que eu vejo, não é mais aquilo que deveria ver...
A luz some, o silencio chega, o vazio toma conta de quem não tem mais forças e não consegue gritar, pedir socorro, então continua vivendo e convivendo com toda esta agonia solitária, jamais compartilhada, que destaca um lindo sorriso para aqueles que ousam lhe reparar...


Fabíola F. Silveira

A culpa é sua

Se não lhe agrada este meu jeito de cair, desajeitadamente ao chão, se não lhe agrada meus risos bobos que solto em qualquer ocasião.
Se incomoda meus pés descalços na grama macia, na areia fofa ou na calçada áspera, se incomoda quando me lanço ao mar, ainda vestida, te olhando, só pra te sacanear...
Se você não gosta deste jeito indiscreto que eu tenho de dizer o que penso e sentir o que tenho vontade...
Se você não consegue sentir o cheiro que tem no ar, quando amanhece e você sabe, isso me endoidece...
Se você não sabe, se você não vê, não sente, não gosta...
A culpa não é minha, a culpa é sua, então a leve contigo para bem longe de mim.
Pois meu bem, eu amo ser assim!

Fabíola F. Silveira

terça-feira, 18 de junho de 2013

Eu vi

 Vi quando seus olhos outros olhos olhavam
Quando seu sorriso para outrem soltava
Vi quando sua mão outra mão tocava
E quando seu coração por outro coração batia
Vi seu corpo que em outro encostava
E sua vontade que outra vontade sentia
Vi quando seu sonho em outro sonho estava
E sua lágrima que por outra lágrima rolava
Senti aquela dor que lhe atormentava
E os seus passos, quando você voltava...


 Fabíola F. Silveira









Estou bem assim

Não sirvo de exemplo, a perfeição sequer passa perto do meu ser.
Não quero seguir regras impostas, nem soltar risos forçados, não quero tocar em nada que não me atraia de fato nem sentir presenças que não me agradem o suficiente.
Nunca fui santa, pra isso louvem a Madre Tereza de Caucutá!
Meus rastros devem ser ignorados e minha conversa fiada esquecida. Não nasci pra ser politicamente correta, e sinceramente, pessoas assim ou me assustam ou me irritam!
Não tenho saco que aguente regras ordenadamente impostas, eu faço o meu jogo e eu viro a mesa quando me convém. Não imploro aprovações e nem preciso daquelas companhias falhas, falsas e inescrupulosas. Que se dane as boas maneiras da sociedade, estou bem assim, na minha rebeldia constante, no meu mundinho que de pequeno nada tem!

Fabíola F. Silveira 

Nem nos atrormentar

Não vamos nos roubar nem nos apressar, podemos nos doar e pode ser assim, devagar... Não tenhamos pressa, esqueça seu relógio em um canto qualquer, desligue seu telefone esqueça sua rotina.
Vou abalar a sua mente, vou mexer no seu subconsciente e te fazer diferente de tudo que já foi um dia.
Nada posso te prometer, então meu bem, esqueça qualquer cobrança. O tempo vai dizer (ou não) e a gente vai saber (ou não).
Pode ser que caminhos diversos venham fazer parte do depois, e tudo ficará a mercê de um momento qualquer.
Nada quero de concreto, ou que não me pertença, exijo apenas companhia afago e harmonia. Cumplicidade constante.
Eu vou cobrar sorrisos, olhares, gestos e atitudes . Sou dengosa, manhosa e tinhosa. Mas sou madura, segura e confiante.
Não vamos nos atropelar, nem nos atormentar, um pássaro livre tende a voar feliz e volta sempre quando quer. Quando se sente bem e sabe quando acha o seu ninho, tão procurado ninho.

Fabíola F. Silveira 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Sempre volta

Boba que sou, com meus sorrisos tímidos e meus passos lentos.
Sou a toa, com minhas vontades insanas e minhas palavras soltas, jogadas ao vento.
Eu posso estar calada, mas sei bem tudo o que digo, posso estar fechada mas sei muito de tudo o que sinto.
Acho que isso não é solidão, tão pouco companhia, é algo que não se define nem se reprime, solta-se, deixa-se ir, e se vai... Mas volta, sempre volta!
Eu hoje não quero nada, um cigarro talvez, pego meu copo meio vazio e sigo refletindo os dias e as noites vividas e vivenciadas.

 Fabíola F. Silveira

Face a face

Eu não pedi por sua atenção e tão pouco implorei os seus olhares.
Quiseste fazer parte de um mundo muito particular, que é só meu e de mais ninguém... Não peça tanto, não queria demais!
Sigo por estradas que só eu sei onde podem levar, não faço questão de companhia uma vez que me sou suficiente.
A brisa que suavemente acaricia meu rosto, me roubando um singelo sorriso alimenta todo meu ego, posso sentir o vento tocar minha mão e me guiar por caminhos meus. É como se fosse cortejada pelo cheiro da grama molhada, peculiarmente única e despojada.
Sons indecifráveis que ouço jamais conseguirei explicar, e é como se mais nada me faltasse. Então meu bem, não me queira face a face. Não há esta disponibilidade!


Fabíola F. Silveira 

domingo, 16 de junho de 2013

Jogo

Você faz charme e eu nem me importo.
Você delira quando acha que dou atenção as suas manhas e manias
Não me incomodo com bobagens e coisas poucas, eu não quero aquilo que não me alimente a alma.
Não perde este seu jeito sem graça de fazer pirraça, e eu não me prendo ao seu desejo de me deixar sem graça.
Quando acha que quem ganha neste jogo é você, então é justo aí que você se perde, pois querido, eu não jogo seu joguinho sonso, eu não vivo sua vida mansa e nem desejo seu afago bobo.
Sou além do que podes sentir e muito mais do que consegue imaginar. Não tenho nada pré definido, não sou moldada e muito menos educada.
Vivo a medida dos meus desejos e o que eles podem me dar, só me rendo ao concreto e aquilo que me acabe com a solidão.
Não posso lhe oferecer nada além de um minuto, ou alguns deles.
Depois retomo meu caminho... Sorrindo feito boba, sem pensar em nada. Eu não quero nada, só quero tudo, e tudo meu bem, você não pode dar.

 Fabíola F. Silveira 


sábado, 15 de junho de 2013

Voe



Esqueça as palavras ditas, as atitudes tomadas e os conceitos pré-definidos. Esqueça o aprendizado forçado, as questões impostas e supostas. Não pense no que já foi dito e permitido, no que lhe foi proibido e roubado, tomado... Arrancado!
Saia do casulo, voe para a vida, deseje a liberdade e não pense na saudade, a vida passa e não espera, ela é sua e de mais ninguém.
Leve na bagagem somente o necessário, esqueça os talvez e os porquês, os medos e os anseios... Eles pesam!
Viaje no seu tempo, não olhe no relógio nem siga o calendário. Aprecie a paisagem, sinta os perfumes, os sabores e os amores.
A viajem já começou, não espere que ela chegue ao seu fim para tentar compreende-la, e não espere que ela seja perfeita, não busque aquilo que não existe, mas que te fazem pensar existir.
Guie-se pela sua alma, sua essência! Não espere aplausos, não espere sorrisos sinceros de pessoas tão suas(?)
Voe... Tire os pés do chão, deixe-se ser, deixe-se viver!
E o que vier é lucro.

Fabíola F. Silveira  
 

Acontece

Eu me desnudo... Fico muda, fico boba, fico sua!
Cada toque seu, um arrepio meu! Eu sinto seu cheiro, seu calor e seu tremor.
São corpos que se encontram e se atraem, se unem e desejam, são atos e fatos que se constatam, se entrelaçam e se fazem único.
É quando nada mais falta e nada sobra, simplismente tudo se encaixa, eu desejo seu desejo, e o que tenho é seu desespero árduo em fazer acontecer. E acontece, e enlouquece, e tudo se acalma... Não há testemunhas, nem conceitos, não há palavras.
Ficam atitudes suores e sabores.


 Fabíola F. Silveira

sexta-feira, 14 de junho de 2013

E justo a mim, coube ser eu!

Eu sou perfeita na minha imperfeição, sou barulhenta no meu silêncio e muito organizada em toda esta minha desorganização.
Sou dia, sou noite, sol e luar!
Sigo minhas regras desordenadas, meus propósitos abandonados,
e não sinto a menor vontade de agradar alguém se eu achar que ela não merece, sendo assim, acaricio sua face!
O coração grita, os lábios sorriem e o contrário disso tudo também vive em mim.
Doida, santa, sou âncora, sou assas...
E justo a mim, coube ser eu.


Fabíola F. Silveira




Alice e a lagarta

A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.
"Quem é você?", perguntou a Lagarta.
Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: "Eu - eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento - pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
"O que você quer dizer com isso?", perguntou a Lagarta severamente. "Explique-se!"
"Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora", respondeu Alice, "porque eu não sou eu mesma, vê?"
"Eu não vejo", retomou a Lagarta.
"Eu receio que não posso colocar isso mais claramente", Alice replicou bem polidamente, "porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso."
"Não é", discordou a Lagarta.
"Bem, talvez você não ache isso ainda", Alice afirmou, "mas quando você transformar-se em uma crisálida - você irá algum dia, sabe - e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?"
"Nem um pouco", disse a Lagarta.
"Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes", finalizou Alice, "tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.
"Você!", disse a Lagarta desdenhosamente. "Quem é você?"
O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e , empertigando-se, disse bem gravemente:"Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro."
"Por quê?", perguntou a Lagarta.
Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.
"Volte", a Lagarta chamou por ela. "Eu tenho algo importante para dizer!"
Isso soava promissor, certamente. Alice virou-se e voltou.
"Mantenha a calma", disse a Lagarta.
"Isso é tudo?", retrucou Alice,engolindo sua raiva o quanto pôde.
"Não", respondeu a Lagarta.
Alice pensou que poderia muito bem esperar, já que não tinha nada para fazer, e talvez no fim das contas ela poderia dizer algo que valesse a pena. Por alguns minutos a Lagarta soltou baforadas do seu cachimbo sem falar; afinal, ela descruzou os braços, tirou o narguilé da boca novamente e disse: "Então você acha que mudou, não é?"
"Temo que sim, Senhora", respondeu Alice. "Não consigo lembrar das coisas como antes - e não mantenho o mesmo tamanho nem por dez muinutos!"


Por: Carroll



Quem roubou nossa coragem?

Sinceramente, me falta estômago para digerir/aceitar esta coisa
de há, deixa pra lá!
Não! Não deixa nada pra lá!
Essa mania de pacifismo, de que tudo se da um jeitinho, de deixar quieto... Não deixa quieto não!
Extrapola, extravasa, reclama, luta, briga, xinga, chuta o pau da barraca, mas não engole lixo de esgoto que te jogam dizendo que é
cultura, porque não é, é alienação.
Chega de achar que quando tu és enganado, ta tudo bem, você acha outro jeito, outra maneira...
As pessoas tem que aprender que elas NÃO precisam ser pisoteadas para serem aceitas, pessoas pisoteadas são pessoas que ou se ferem ou morrem, e quem sobrevive é quem as pissoteia!
Então, te levanta e luta pelos seus direitos, sejam quais forem, não importa a sua dimensão, nem o que possa representar a outrem, ele só importa a você!
Isso é viver, isso é crescer, isso é ser...Humano!


Fabíola F. Silveira


''já diria Renato Russo: Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo... ''

terça-feira, 11 de junho de 2013

Argumentando a existencia

Ora, quem nunca teve uma crise de existencialismo?
Crises existenciais são fundamentais para provar que você, ao menos se auto questiona, e questionar-se é fundamental.
Questiono-me quase que diariamente, se isso, se aquilo... Creio viver em constante mutação, se não esta bom, muda! E assim segue-se a vida rotineira por caminhos diferentes.
E aqui entro em questionamento entre diferente e rotineira...


Fabíola F. Silveira 

Pausa para feminices!

Fiquei in love com esta sombra!


Quase muda

Foi quase sem querer, foi quase sem ser...
Mas aconteceu e nem pude perceber!
Era noite e eu nem sabia, ou talvez eu não queria
Mas talvez durante o dia, sobreviveria...
E sobrevivendo eu vou, até onde puder ir
Leve, e quase muda.
Estrada que vejo, na sombra que se forma... Companhia!
Minha própria companhia, minha solidão, meu eu!
Era noite e eu nem sabia.


Fabíola F. Silveira

sábado, 18 de maio de 2013

La Vie Est Belle

 Medos, anseios, angustias, dias...
Estamos sujeitos a tudo e a todos, deliberadamente estamos.
Hoje estamos bem, amanhã, quem sabe? Viver dói, viver faz sofrer, mas viver também faz crescer e fortalecer! E eu digo VIVER, não existir, pois existir qualquer ser existe... (uau!)
 Que cada pedaço meu seja deixado suavemente pelo mundo, que cada palavra minha seja guardada exatamente como foi dita, que todas as vezes em que não fui gentil permaneçam assim, e as que fui, foram deveras merecidas! Que cada passo dado tenha valido apena, que cada sorriso solto tenha sido cativado com carinho e que cada conselho dado não tenha sido visto como impertinente.
 Quantas lutas eu vivi e quantas ainda mais irei viver, quanto amor senti e sinto, quantos motivos de por sorrisos a fora eu tive, e quantas lágrimas deixei rolar, e também fiz com que rolassem... E de amor eu vivo e de amor viverei! O que de mim se tem, jamais pode-se dizer ser pouco ou que não baste, pois cada um oferece a medida que possui...
 E todos os atos errôneos e inoportunos eu tive, esses que fazem pensar se há de haver perdão, sim eu os tive, afinal, imperfeito ser humano eu sou! E os delírios e atos insanos, e os risos largos e espalhafatosos, os rumores, as aventuras e, ah! Poxa... E tudo mais o que ainda vem vida a dentro, e eu aqui, vivendo e sentindo, cada sensação que a vida nos faz propiciar, seja gostosa ou dolorosa, seja de paz ou de batalha, mas que tenha vida, e que esta vida seja intensamente vivida!
 E por isso tudo é que me refiro que La Vie Est Belle!!!!
Seja como for, seja como flor, com espinhos, porém exuberantemente bela!


 Fabíola F. Silveira

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Tempo

E com o tempo você aprende que não precisa necessariamente de tanta atenção assim, e talvez você nunca sequer quis, apenas tinha, achava demais e queria de menos...
E as coisas mudam, e o tempo passa e você vai descobrindo que pode andar mais lentamente, dormir um pouco mais, chegar mais tarde, ler por mais horas e descobre que passar um tempo em sua própria companhia é melhor coisa a se fazer.
 E descobre que é auto suficiente para si mesmo, que um bom vinho tem lá seu segredo e um bom livro só se interpreta nas entrelinhas.
 Fabíola F. Silveira


domingo, 12 de maio de 2013

Ligada

Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluímos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva.



 Fabíola F. Silveira

sábado, 11 de maio de 2013

Ácida, porém doce


Suave e meiga, olhar inigmático, palavras doces e presença sadia!
Uma princesa, donzela eu diria, tímida talvez e um tanto recatada...
E quem a via, sentia!
Voz doce, sorriso sincero, abraço amigo e beijos carinhosos!
Mas, só quem sentia, sabia... O quão devassa ela era, nem santa nem donzela, muito menos recatada!
Ofegante, eufórica e excitante, assim era ela.
Olhar forte, presença marcante de gostos peculiares e palavras pecaminosas... Sim, ela amava e também delirava!
Exalava pecado, não sentia dor, o que sentia era só sabor!
Era ácida, porém doce... E ela adorava.
E então sabia viver entre o elegante e o ofegante, minuciosamente ela sabia.

 Fabíola F. Silveira



quinta-feira, 9 de maio de 2013

Tempo

Há duas formas de lidar com o tempo;
Ou você o engole ou ele engole você!
Quando você o engole, você o mata, e assim vive como se fosse atemporal, e nada te prende, te define, te maltrata...
Mas se ele te engolir, quem morre é você!


Fabíola F. Silveira 

Viva!

 Como diz minha amiga Fernanda Guiterio,
Mau é NÃO viver... Ah...
Como não concordar contigo querida Fer? Como cantaria Lulu Santos, 'há tanta vida lá fora'...
 Não viver é pecar, pecar pela dor da saudade, da falta de felicidade, da angustia da solidão!
 Cada dia que se verdadeiramente vive, é um dia ganho, e não passado... Ganhaste vida, esperança, sorriso no rosto, mente que voa, coração que acelera.
 Não importa os anos, ou o que eles lhe trouxeram na bagagem, tudo se desprende em certo momento, não é o que te reveste que te faz eterno, corpo é só matéria, um dia se vai... Mas há algo dentro de nós que não se desfaz com o tempo, algo que só cresce, esta dentro, empreguinada. Deixa-a solta e ela te fará sentir que realmente há tanta vida lá fora, e perder tempo com bobagem é coisa pouca...

Visto-me de minha alma, sou ela toda, sou feliz assim...
Ela me mostra um EU que só eu mesma posso ver, e assim reflete-me lindamente por fora!
Que venham os anos e com ele a alegria de Ser, sorrir, amar e VIVER!

 Fabíola F. Silveira

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nitroglicerina

O que te põe pra cima?
Te alucina
Te domina
Te fascina...!(?)


Cafeína
Adrenalina
Endorfina..!(?)

O que te joga e pega novamente
Te derruba e levanta
Te assusta e acalma
Te rouba e devolve
Te assalta
Te some
Te acha e te consome! (?)

O que você acharia, dentro do espelho
Se olhastes a sua alma
Se sentisse aquela calma?
E visse a tua imagem
Se te assustasse com a mensagem
E te jogaste pra passagem?

É só você que entende
E só você sente
Não questão da mente
Não é desfoco de lente

Se pudesse ao menos perguntar
Mas, quem iria responder
Nem é questão de poder
Nem ao menos de querer...

Só é mais facil mentir
Do que simplismente sumir...

O que te põe pra cima,
 Nitroglicerina?



sexta-feira, 3 de maio de 2013

A vantagem de ser invisível

Então, esta é a minha vida. E quero que você saiba que eu sou feliz e triste ao mesmo tempo, e ainda estou tentando entender como posso ser assim.

Humano de nós

 E o que pensar das dores alheias se por deveras é tão forte a cruz que nós mesmo carregamos?
 Difícil seria olhar e enxergar ao certo o quanto pode estar sangrando uma alma, se inundados estamos... Convercer-nos que a nós já basta nossas próprias dores seria algo toleravelmente aceito, para que assim pudessemos nos dar ao luxo de querer apenas, suportar o que nos foi/é cabível carregar, sentir, arrastar e por fim, emudecer.
 Seria fácil, porém o fato de sermos, por nós mesmos precionados a abraçar a dor alheia, carregamos então, duas 'cruzes', o que nos gera sofrimento tal, nos levando junto ao outro, chão abaixo.  Onde muito mais útil seria, servir de incentivo, passa a ser um desmotivado ato de ser... Humano.

  

quinta-feira, 2 de maio de 2013

E nunca se sabe

 E mais um dia, lentamente se vai, para que outro
suavemente se chegue!
 Porém, você desperta e vê que o dia entrou com tudo e veio invadindo seu espaço, antes tão seu e agora já não se sabe mais.
 Entrou empurrando o dia que se foi, como quem nada quer ou quer demais... Talvez!
 E eu, na angustia de (tentar) acompanha-lo vou me perdendo e me achando, me juntando e (re)montando, numa tentativa quase que absurda de enfim, conseguir...Paz!
 Até que o dia seguinte possa, novamente, invadir-me. E nunca se sabe ao certo, com que humor ele virá para tomar conta e me fazer ser, o que ele, o tempo, deseja. E então, ou você aprende que pode, sim você pode ter/estar no controle, ou então simplismente, deixe-se levar... E só o tempo dirá!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O que tiver de ser, será!

 Será? Sempre me pego desfrutando em pensamentos desta frase, pra mim, tão pouco animadora (?). Sim, oras, deveria eu então, deitar-me em uma deliciosa rede posta á sombra e esperar que venha a mim o que 'tiver de ser'?
 Até que não seria nada desconfortavel, ora pois...
Porém, conhecida como sou pelo mero fato de ser insistente e imediatista (há, como sofro com isso) esta tal frase, apesar de bem tentadora, não cabe a minha pessoa, pois é... Nada 'cai do céu' me parece bem mais realista.
 Não, não seria pessimismo da minha parte, é só aquela vontade de insistir e persistir. Ir em busca, correr, lutar, querer ser/fazer/acontecer! Nem sempre com aquele glamuroso final de sucesso, porém com o imenso prazer de ter desejado, lutado, buscado.
 Nada mais prazeroso que o querer e ir buscar, mesmo que não venha ao 'vosso reino' (nada religioso aí, ok?) Porém, agilidade e versatilidade na vida é tudo! Insista, Persista e não Desista.
Muitas vezes o suor de uma batalha vale mais que a grandeza da vitória.
 

terça-feira, 30 de abril de 2013



''Sempre se espera uma saída, uma resposta, um porquê...
Nesta busca  insasiável por respostas percebo que muitas
vezes deixamos de perceber que elas não existem, elas simplismente acontecem!''