''Um adendo por favor, seres lindos que leem meu blog!
Preciso que entendam, se possível for, uma coisinha (básica), não escrevo textos pondo EU ali, ou então relatando minhas singelas emoções/vivencias/sentimentos... Para isso existem diários e cartinhas, como na pré adolescência. Então, please! São apenas palavras que surgem e acabam encaixando-se, e logo tornam-se uma escrita, uma frase, um texto (legal ou não)
Só queria dizer...''


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Por um triz

E ela desabou, se pois a chorar, chorou por tudo que foram, por tudo que não conseguiram ser, pelo que se perdeu e por terem se perdido. Pelo que queriam que fosse e não foi... Pela renúncia!
Chorou pela guerra cotidiana e tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa.
Por nunca ter-lhe confessado abertamente todo o amor, amor este que se via claramente estampado em seu olhar, e naquele sorriso bobo...
Pensava no momento que existiu, por um triz, talvez tenha sido apenas um dia ou uma semana, em que a coisa realmente parecia que daria certo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

E uma pontinha e outra

Na mesa de um bar qualquer, mesmo parecendo um tanto vulgar, continuava lendo Lispector, bebendo um whisky barato, sem gelo e sem sabor!
Afogada na fumaça alheia e tudo bem, tanto faz...
Seguia com Lispector e uma pontinha e outra de Martha e Apoena.
Por fim, nada e nenhuma me decifrava, e eu então me embriagava um tanto em cada uma até sair de lá, entorpecida de eus e meus, de seus e ateus!
Ouvia entre uma página e outra, conversas perdidas de pessoas que esperavam a vida aparecer no telejornal, acontecer nas telenovelas e ela, ela passando lá fora...
Ninguém se importava, ninguém de fato a sentia, olhos vidrados no colarinho branco do rapaz ao lado, uma mancha de batom vermelho, com a moça que a ele acompanhava, delicada, vergonhosa, de batom cor de rosa... Tudo bem, tanto faz!
E você nem se importava, sequer perguntava, e eu ali, quase muda continuava!
E quem diria, que um dia a gente iria chegar ao fim? Que seria assim? Ninguém seria capaz de adivinhar, ninguém foi capaz de evitar.
Engenheiros no radinho a pilha esquecido no balcão...

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Misterio

Urgências me consomem e corroem o tempo todo, mas não saberia começar o dia sem minha xícara de café, como de costume, que bebo calmamente repondo a cafeína necessária para que eu possa começar o dia! Sim, cafeína, das ínas, acho que a menos imponente, não?   Já tem sol lá fora Mas ainda venta gelado, e faz frio aqui, falta calor...
Há momentos na vida que largar tudo e mandar as favas seria um ato de liberté, mas nem sempre la liberté é sinonimo de paix chérie!
Estou meio meio Édith Piaf hoje, ouvindo Ne Me Quitte Pas, porém Il faut oublier, Tout peut s'oublier... Misturada com um tantinho de Lispector! Terei toda a aparência de quem falhou, e só eu saberei se foi a falha necessária.
E assim sou, mistura e misturinhas, mas nunca deixando de lado meu extinto capricorniano tipicamente teimoso e perseverante, de sorriso doce e personalidade forte, de apegos imensuráveis e esquecimentos repentinos! Mulher, apenas mulher!
Doce, quente, sorridente e ardente!
Um fato constante do ser mais profundo e indecifrável que já houve neste mundo.
Mulher, que não precisa ser amada, basta se amar...
Que não precisa de nada, basta um olhar!
São apenas Des mots insensés que tu comprendras!


sábado, 17 de agosto de 2013

A menina do balanço

Não era, nunca foi minha intenção, mas aconteceu!
Eu relutei, eu juro! Foi um não querer mais que bem querer, por fim tornou-se parte de mim, sem pedir licença, invadiu-me e me tomou pra si!
Oras, mas que ousadia a sua, eu brincava de balanço, eu corria atrás das borboletas... Só não queria amar! E nesse não querer, entreguei-me, e descobri que balanços vão e vem, e que borboletas há em toda parte, mas o amor, único e explosivo, só existe em nós dois...
E que os mesmos ventos que dão rumo as borboletas e movimento ao balanço, lhe tragam até mim, pra mim, por mim... Por fim e sem fim!


sábado, 27 de julho de 2013

Mágoas

Sou tão envolvida em meus erros quanto em meus acertos.
Os tenho, um ao outro, não saberia apenas errar ou apenas acertar, eu gosto do balanço, da mistura, do improvável que pode surgir, adrenalina...
Erro muito, erro todo dia pra ser sincera, mas acerto também, e durmo com a cabeça tranquila, alma serena e riso besta no rosto, de quem fez o que devia ter feito, mesmo quando errou, errando eu acerto! Assim eu sou.
Não faço mal há ninguém, ninguém mesmo, mas talvez magoe algumas pessoas sem querer, mas sou magoada também, diversas vezes, ninguém é perfeito e não posso cobrar aquilo que não posso ser!
Inevitavelmente magoamos e somos magoados, mas isso não é o fim, isso apenas faz parte, aprender a aceitar o particular de cada um, faz pensar que, de repente não existem mágoas...
Existem apenas diferenças, e aceitá-las é no mínimo essencial!
Paz é quando a pessoa SE perdoa (:

quinta-feira, 25 de julho de 2013

...

Alguns escrevem pela arte, pela linguagem, pela literatura. Esses, sim, são os bons. Eu só escrevo para fazer afagos. E porque eu tinha de encontrar um jeito de alongar os braços. E estreitar distâncias. E encontrar os pássaros: há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Uns escrevem grandes obras. Eu só escrevo bilhetes para escondê-los, com todo cuidado, embaixo das portas.

Dedos/poros/leves...

O arrepio é quando,
por serem tão leves,
seus dedos conseguem,
em cada um dos meus poros:
soerguer uma flor.

domingo, 21 de julho de 2013

O que nos mantém

Eu gosto do modo como você me interpreta, do jeito como me descobre escondida dentro do meu próprio eu!
Gosto de como segura minhas mãos e de como desenha meu corpo quando as passa por ele.
Posso sentir como você gosta quando pode me tocar e sei que você gosta de quando consegue me beijar.
Não é questão de dever, nem mesmo poder... É só um deixar acontecer, um bem, um querer...
Não importa se deveria ou poderia, a gente ama e é feliz assim.
Você me decifra e eu te codifico, nesta a gente se entrega, e se revela e se mantém, até onde se pode ir, até além!
Amamos, e isso é tudo.
O tempo a gente deixa de lado, não importa o quanto já se viveu ou vai viver, tempo é particular de cada um, peculiar é o modo como o interpretamos, ele pode ser demais ou de menos, pra mim, ele está na medida certa. Porque o vejo hoje, e eu gosto do que vejo agora.
Você me tem nas mãos, mas eu posso correr mesmo assim, se eu quiser, se eu dever. Eu o tenho em mim, mas você pode partir se preferir, e então não há correntes nem apegos. Deixamos existir apenas o bom senso do amar, do saber amar. Você me cativa e eu te conquisto, a gente se olha, é tão bobo nosso riso, por fim acho que isso é o que nos mantém. E nos faz bem.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Oublier le temps

Il faut oublier
Tout peut s'oublier
Qui s'enfuit déjà
Oublier le temps
Des malentendus
Et le temps perdu
A savoir comment
Oublier ces heures
Qui tuaient parfois
A coups de pourquoi

Viva

Então segue,vai firme em seus propósitos, lute... Ganhe e perca! Faz parte, você sabe.
A vida é um jogo onde no final seremos todos guardados na mesma caixa... Reis e peões!
O que vale é viver, ser feliz, saber sorrir, saber voar e saber voltar!
Você pode desabar, caia ao chão... Mas não permaneça lá, levante-se e recomece, todo dia é uma nova página, uma nova oportunidade... Apenas faça acontecer!
Sorria feito bobo, brinque como criança, peça ajuda como idoso, dance como jovem, pire como adolescente! Seja tudo em você ao mesmo tempo, não separe nem divida vida por categorias, viva-as, todas! Sem medo, sem receio... Viva!

Carpe Diem!